Instituto de
Jurisprudência Criminal

Observatório de precedentes e editora científica dedicados à jurisprudência criminal do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal.

Lemos, classificamos e publicamos as decisões criminais dos Tribunais Superiores — uma leitura fiel, integral e verificável, transformada em dados abertos e em obras de referência.

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844
decisões lidas na íntegra
831 acórdãos + 13 monocráticas
~2,4 mil
decisões triadas
1.899 acórdãos · 491 monocráticas
+9 mil
páginas lidas
+20 milhões de caracteres
2005–2026
vinte e um anos
de jurisprudência
Aberta
base completa
download em CSV
Observatório de Precedentes

Cadeia de custódia da prova digital no STJ

Uma base jurimétrica de 831 acórdãos do Superior Tribunal de Justiça — todos lidos na íntegra e classificados variável a variável — para responder a uma pergunta prática: quando o STJ reconhece a quebra da cadeia de custódia da prova digital, e quando não reconhece?

O êxito da defesa é a exceção: a quebra foi reconhecida em cerca de 8% dos acórdãos. A base revela onde e por quê — o papel da prova na acusação, as famílias de teses, os óbices processuais, a linha garantista e a majoritária, os relatores, os órgãos julgadores e as origens. E traz um material inédito: 13 decisões monocráticas garantistas que nunca ascenderam a acórdão, garimpadas entre 491 decisões concessivas.

No dashboard interativo, cada um dos 844 julgados tem resumo, tese, filtros por tema, súmula, relator, origem e ano — e o inteiro teor oficial em PDF, a um clique.

A regra de ouro do êxito

Quando a prova digital era o esteio exclusivo ou preponderante da acusação, a defesa venceu em 12 de 20 casos; quando era corroborada por provas independentes, em apenas 7 de 125. O prejuízo concreto — não a irregularidade formal — decide.

A porta de saída é processual

A Súmula 7/STJ aparece em 37% dos acórdãos; parcela expressiva do contencioso morre em óbice de conhecimento, sem pronunciamento sobre a cadeia de custódia.

Jurisprudência em formação

77% do corpus foi publicado em 2025–2026. A linha garantista (69 acórdãos, ônus do Estado) é minoritária, identificável e rastreável pela rede de 3.570 citações entre precedentes.

Cadeia de Custódia da Prova Digital
Editora IJCrim · 2026
Primeira obra · Lançamento em 17 de novembro de 2026 · FD/UnB

Cadeia de custódia da prova digital

O primeiro título do IJCrim nasce diretamente do Observatório. A coletânea reúne autores convidados — assessores de Ministros dos Tribunais Superiores, advogados, pesquisadores e peritos selecionados — para dissecar, capítulo a capítulo, os precedentes que estruturam o tema.

Cada capítulo parte de um julgado real da base: a tese fixada, o contexto do caso, o impacto no processo penal e a aplicação correta a casos semelhantes. Não é uma reunião de artigos avulsos: é a leitura organizada de uma linha jurisprudencial em formação, ancorada em dados — a jurisprudência analisada na ótica de quem a constrói e de quem a estuda, no diálogo entre jurisprudência e doutrina.

Autores convidados: a escolha do precedente e o envio do original são feitos na área restrita.

O que fazemos

Três frentes, um mesmo rigor

Observatório

Pesquisa jurimétrica própria: decisões criminais dos Tribunais Superiores lidas na íntegra, classificadas segundo método documentado e abertas em dados. A curadoria é o nosso diferencial.

Editora IJCrim

Coleções científicas que transformam a pesquisa em obras de referência — escritas por quem constrói e por quem estuda a jurisprudência, tema a tema, precedente a precedente.

Divulgação científica

Comentários objetivos a precedentes, em formato institucional: o que a Corte decidiu, qual tese foi firmada e como o julgado deve orientar casos semelhantes — sem opinião pessoal e sem juízo sobre decisões individuais.


Sobre

O que é o IJCrim

O Instituto de Jurisprudência Criminal (IJCrim) é uma associação científica, sem fins lucrativos, dedicada a ler, classificar e publicar a jurisprudência criminal do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal.

Nasce de uma constatação simples: nos grandes temas criminais do momento, os precedentes dos Tribunais Superiores vêm sendo invocados de qualquer maneira — citados pelo número, sem leitura, longe do que efetivamente decidiram. A comunidade jurídica precisa de uma visão fiel, aprofundada e verificável da jurisprudência: não resumos apressados, mas dados construídos a partir da leitura integral das decisões.

Para que existimos

Para estabelecer parâmetros. Quando um tema explode no contencioso — como a cadeia de custódia da prova digital —, advocacia, Ministério Público e magistratura precisam saber o que os Tribunais Superiores efetivamente decidiram: qual tese foi firmada, em que contexto, com que limites e como o precedente deve orientar casos semelhantes. É esse mapa que o IJCrim produz e publica — para qualificar a invocação dos precedentes, e não para autorizar seu uso indiscriminado.

A curadoria é o nosso produto. Não medimos valor pelo volume, mas pela qualidade do julgamento editorial e pela fidelidade ao que as decisões efetivamente dizem.

Como trabalhamos

Rigor científico

Toda análise parte da leitura integral das decisões e de um método documentado, aberto à auditoria. Nada se afirma sem fonte oficial.

Posição institucional, não pessoal

A análise refere-se sempre à tese jurídica e ao órgão julgador — o que o STJ ou o STF decidiu. Não emitimos juízo de valor sobre decisões individuais nem elaboramos rankings ou comparações entre magistrados. Citar o relator é citação, não avaliação.

Transparência

Publicamos o método, as variáveis, as limitações de cada pesquisa — e as bases completas, em formato aberto.

Governança

Conselho Científico-Acadêmico

Assessores dos Tribunais Superiores e advogados de reconhecida atuação criminal — orientação científica e editorial. (Composição em formação.)

Conselho Consultivo

Difusão e parcerias institucionais. (Composição em formação.)

Publicações

Coleções e obras

A Editora IJCrim publica em coleções temáticas — não títulos avulsos. Cada obra reúne autores convidados em torno de uma linha jurisprudencial, ancorada nos dados do Observatório: pesquisa quantitativa e qualitativa primeiro, obra de referência depois.

Em preparação · Outubro de 2026

Cadeia de custódia da prova digital

Primeiro título do IJCrim, nascido da pesquisa homônima do Observatório (831 acórdãos + 13 monocráticas garantistas, lidos na íntegra). Reúne autores convidados — assessores de Ministros dos Tribunais Superiores, advogados, pesquisadores e peritos — cada um dissecando um precedente estruturante do tema: tese fixada, contexto, impacto e aplicação.

Próximos temas

A coleção seguirá pelos grandes temas do processo penal nos Tribunais Superiores, sempre no mesmo modelo: pesquisa jurimétrica, leitura integral dos precedentes e curadoria editorial.

Metodologia

Como o IJCrim pesquisa

Toda pesquisa do IJCrim segue o mesmo princípio: nada se afirma sem leitura integral e método documentado. A metodologia detalhada de cada estudo — com as estratégias de busca, o dicionário completo de variáveis e as ressalvas — acompanha a respectiva pesquisa no Observatório.

Do universo à base

Partimos do universo de decisões dos Tribunais Superiores sobre o tema e triamos por relevância. A busca é feita em levas complementares: a expressão canônica primeiro; depois, consultas por terminologia alternativa — até um acórdão cuja ementa grafava "cadeia de custória", com erro de digitação, foi recuperado assim; por fim, a revarredura de conferência, por período, contra a base já formada. Os metadados objetivos são estruturados sem interpretação.

Leitura integral

Baixamos o inteiro teor oficial de cada decisão e o lemos na íntegra. Não trabalhamos com ementas isoladas quando o que está em jogo é a ratio: é a leitura completa que distingue o que a Corte efetivamente decidiu do que apenas tangenciou.

Classificação variável a variável

Cada decisão é codificada segundo um esquema fixo, que separa o que a Corte decidiu (resultado, natureza do vício — nulidade ou inadmissibilidade —, ratio × óbice processual) das variáveis que situam a decisão (papel da prova na acusação, polo do ônus probatório, fase processual, famílias de teses, súmulas, temas e precedentes citados).

Leitura assistida, conduzida por pesquisador

A classificação é feita por leitura assistida por inteligência artificial, operada em laço pelo pesquisador — cada decisão é lida e classificada individualmente, com verificação de validade, unicidade e cobertura a cada lote, sem processamento automatizado em massa. A codificação interpretativa é, como toda análise jurisprudencial, uma leitura fundamentada e sujeita a discussão — por isso é publicada com as ressalvas e aberta à auditoria.

Dados abertos

As bases são publicadas em formato aberto (CSV), com dicionário de variáveis e os inteiros teores vinculados um a um, para que qualquer pesquisador possa auditar, replicar ou criticar os resultados. Em caso de divergência, prevalece sempre o texto oficial da decisão publicado pela Corte.